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  • Valeria Braunstein

Literatura na escola

O ensino de artes desde as séries iniciais do ensino básico tem a finalidade de sensibilizar os sujeitos da educação e promover sua formação por meio da arte.



Se a criança compreende o mundo que a cerca por meio dos sentidos e das informações apreendidas quando é estimulada, de acordo com Kaercher (2001), a literatura, também é uma forma de arte, pois se constituiu como arte da palavra, e é elemento fundamental da comunicação humana.


"A matéria-prima da literatura são as palavras. Palavras artisticamente elaboradas. Assim, o prazer da leitura reside na possibilidade que as palavras têm de nos encantar, de construir diante de nós um universo novo, mágico, possível, com sua reserva de vida paralela, que nos permite certo deslocamento do nosso eixo, permite-nos viver novas experiências, permite-nos colocar no lugar do outro" (RITER, p.53, 2009)

Assim, ouvir e contar histórias é atividade presente, naturalmente, em muitos momentos de nossas vidas. É daí que surge nossa relação com a leitura e a literatura. Portanto, é possível introduzir a prática de leitura e contação de histórias no cotidiano escolar de maneira natural, mas não como mero passatempo. Tornar o livro como parte integrante do dia a dia da educação infantil é um bom começo para que seja plantada a semente de futuros leitores no coração das crianças.


"Brincar com as palavras também é momento de aproximação, sobretudo pelo caráter lúdico que possuem. Declamar uma poesia [...] chama as crianças para a leitura, para a musicalidade; é convite à fantasia." (RITER, p.41, 2009)

Sendo assim, é importante e necessário que a hora da leitura ou da contação de histórias no ambiente escolar não seja apenas um momento para preencher horas vagas. Como tudo o que é feito para a educação infantil, o momento da leitura pode ser dirigido e preparado, além de poder fazer parte de um projeto que o professor esteja trabalhando com a turma.


"A leitura literária tem a função de aprimorar o ser humano que reside em nós. Daí a necessidade de o professor não pensar as atividades de leitura apenas como fruição, mas também como possibilidade de conhecimento reflexivo e, consequentemente, de qualificação de seus alunos e de si mesmo. Afinal, como disse a professora Cecília Meireles, a literatura não é, como tantos supõem, um passatempo. É uma nutrição” (RITER, p. 54. 2009)

Concluímos que, a partir de nossa reflexão acerca da importância da arte e literatura no contexto da educação infantil, essas duas linguagens, não verbal e verbal, respectivamente, promovem o desenvolvimento de competências, habilidades e conhecimentos.


Referência

RITER, Caio. A formação do leitor literário em casa e na escola. São Paulo: Biruta, 2009.


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